quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Porquê...

...ir lá acima?


Em parte porque a montanha está sempre à espera de ser conquistada. E por ser um desafio. Mas, acima de tudo, porque alguém achou que seria boa ideia.
Está apresentada, assim, a Sílvia Saraiva, perdão, Dra. Sílvia Saraiva, mentora desta ideia. Ideia simples: Se uma dezena de diabéticos pode chegar ao ponto mais alto de África, quem (a começar pelos próprios diabéticos) vai continuar a pensar que o diabético é um ser humano limitado pela sua condição de saúde? Se eles até correm maratonas e conquistam os sete cumes do mundo?

Apresentações

Pus o carro à frente dos bóis e ainda nem sequer expliquei quem somos nós:
10 diabéticos, um enfermeiro e uma médica, membros da Associação de Jovens Diabeticos de Portugal, empenhados na organização que leve diabéticos (insulino-dependentes) à montanha mais alta de África.
Quem somos? Vejam quem fomos: Antes e depois.

A montanha brilhante

Vão ver como brilha. Até lá: Treino, muito treino. No último sábado partimos de Palmela, mesmo ao lado do castelo, e só paramos depois de um dia passado a atravessar as serras, quando avistamos a Casa das Tortas de Azeitão. Mas depois de 30km de caminhada extenuante, com hipos pelo meio (eu nem dei insulina rápida o dia todo), já nem para as devorar tínhamos força.

Que comece a aventura...

Há cinco anos fomos aos Alpes franceses, subimos ao Mt Blanc du Tacul, a mais de 4000m. Estivemos bem no cimo da Europa. Este ano queremos subir mais um pouco: Kilimanjaro. Kili p'r'os amigos. Citando um dos 7 Magníficos de Chamonix:
"Eram metros e metros." 5893 metros "que começavam junto de um rio que às vezes era bravo como um touro enraivecido, outras vezes era manso como um gatinho quando mia. Depois subiam e subiam, passavam por árvores grandes e frondosas, por caminhos estreitos, por pedras que já foram pisadas por gente e mais gente, chegavam a um alto que quando lá se chega é que se percebe que ainda falta muito e continuavam sempre. Sempre. Eram metros e metros."